Uma análise da jurisprudência do STJ sobre a fundada suspeita no policiamento ostensivo preventivo no ano de 2022

Autores

  • Felipe Córdova da Conceição Polícia Militar do Pará
  • Tales Cunha de Sousa Polícia Militar do Pará
  • Adriano Nazareno Goés Da Silva Polícia Militar do Pará

Palavras-chave:

Policiamento Ostensivo Preventivo, Busca Pessoal, Fundada Suspeita, Legalidade, Poder Discricionário

Resumo

Às polícias militares compete o policiamento ostensivo para a garantia da ordem pública. Nesta missão, a abordagem policial resulta, com frequência, em busca pessoal. Para a busca pessoal, a lei exige a fundada suspeita; entretanto, não há uma definição consensual para esse instituto. Assim, pergunta-se: Qual é o papel das decisões do STJ sobre os contornos judiciais da fundada suspeita em policiamento ostensivo preventivo no ano de 2022? Este artigo tem como objetivo identificar o papel das decisões do STJ sobre a fundada suspeita em policiamento ostensivo preventivo no ano de 2022. Para tanto, adotou-se metodologia de abordagem qualitativa, cujo procedimento técnico foi a pesquisa bibliográfica e documental, com ênfase na descrição de posições doutrinárias e jurisprudenciais. Os resultados mostraram que a abordagem policial é um importante instrumento da atuação da Polícia Militar; contudo, deve-se atentar para a legalidade da busca pessoal, dada a exigência da fundada suspeita, visto que o policial não pode agir somente com base na subjetividade. Conclui-se que a busca pessoal, embora legalmente prevista no ordenamento jurídico pátrio, necessita de maiores debates e regulamentação para que o policial tenha meios de identificar a fundamentação da suspeição. Tal necessidade é reforçada pelas decisões do STJ em 2022, cujos entendimentos se mostram divergentes. Além disso, espera-se uma definição mais concreta da lei e dos tribunais, capaz de conferir maior segurança jurídica aos policiais militares para que suas ações não sejam consideradas ilegais e nulas em sede de processo judicial.

Biografia do Autor

Felipe Córdova da Conceição, Polícia Militar do Pará

Aluno do Curso de Formação de Oficiais da PMPA;

Bacharel em Direito (CESUPA).

Tales Cunha de Sousa, Polícia Militar do Pará

Aluno do Curso de formação de Oficiais da PMPA;

Bacharel em Direito (UFPA);

Pós-graduado em Investigação Criminal e Legislação Penal.

Adriano Nazareno Goés Da Silva, Polícia Militar do Pará

Tenente-Coronel da Polícia Militar do Pará;

Bacharel em Direito (Estácio do Pará);

Pós-graduado em Políticas e Gestão de Segurança Pública pela Estácio do Pará.

Referências

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Publicado

02-07-2026

Como Citar

Córdova da Conceição, F., Cunha de Sousa, T., & Nazareno Goés Da Silva, A. (2026). Uma análise da jurisprudência do STJ sobre a fundada suspeita no policiamento ostensivo preventivo no ano de 2022. Periódico Científico PMPA EM REVISTA, 3(6), 83–99. Recuperado de https://periodicos.pm.pa.gov.br/index.php/pmpaemrevista/article/view/287